Depois de morte de indígena, policiais são feitos reféns em fazenda

(Crédito: Alô Caarapó)
(Foto: Alô Caarapó)

Policiais militares foram feitos reféns por grupo de indígenas que ocupam a Fazenda Ivu em Caarapó. Agente de saúde indígena, identificado como Clodieldo de Souza, morreu e outros seis ficaram feridos no confronto entre índios da etnia Guarani Kaiowá e produtores rurais na manhã de hoje.

Cacique da aldeia Tey Kue, que fica ao lado da fazenda invadida, Lorivaldo Nantes confirmou ao Portal Correio do Estado que os militares foram feitos reféns depois da confirmação da morte do agente de saúde e para evitar que a polícia agisse em favor dos produtores.

Polícia Militar disse que o grupo foi acionado para auxiliar o Corpo de Bombeiros e foi rendido depois que um pneu furou, mas disse que não poderia dar mais informações sobre o caso no momento.

Conforme Lorivaldo, grupo de indígenas ocupou a fazenda no domingo reivindicando a área, que faria parte do território indígena, estando em fase de homologação. Segundo o cacique, indígenas foram ao local pacificamente, apesar de armados com arco e flecha, e teriam sido recebido a tiros por fazendeiros.

Ele informou que o grupo aguarda chegada da Polícia Federal para tentar resolver o conflito e não descarta novos confrontos, já que, conforme o cacique, cerca de 7 mil indígenas estão se organizando para manifestar contra a morte do agente de saúde indígena. “Vamos enterrar ele na fazenda onde foi morto”, disse.

De acordo com informações do delegado do município, Rodrigo Blonkowski, investigadores da Polícia Civil estão no local para confirmar quantidade de feridos e apurar as circunstâncias do confronto. A investigação ficará a cargo da Polícia Federal.

Corpo de Bombeiros também foi acionado. Segundo a corporação, três viaturas de resgate ainda estão na fazenda socorrendo vítimas. Seis pessoas foram encaminhadas com ferimentos ao Hospital Beneficente São Mateus. Hospital informou que não está autorizado a divulgar informações sobre as vitimas.

Batalhão de Choque da Polícia Militar de Campo Grande acompanha o caso e está de prontidão para intervenção, caso necessário.

Informações são do Correio do Estado.